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Outplacement:O Segredo dos Recursos Humanos
Yves Turquin-Managing Director- Transitar
Outplacement:O Segredo dos Recursos Humanos
Programas de Outplacement: O Segredo dos Recursos Humanos

São diversos os motivos que obrigam as empresas a realizar processos de downsizing. A evolução tecnológica, o crescimento do mercado, a adopção de novas estratégias e a optimização da produtividade levam a entidade patronal a reduzir os quadros empresariais, com o objectivo de vingar no mercado em que opera. Face ao processo de despedimento, as empresas podem optar por um processo alternativo, para a adopção de uma política coerente de responsabilidade social na área dos recursos humanos.

Através dos processos de Outplacement, pretendemos reduzir o período de transição da carreira de um colaborador, através de um acordo com uma empresa especializada que o apoie na recolocação, incluído no pacote de indemnização. Este processo, suportado financeiramente pela empresa, permite que o colaborador adquira uma maior facilidade em encontrar um novo emprego adequado às suas necessidades, expectativas e competências.

Numa primeira fase, é traçado o perfil do profissional de acordo com a idade, experiência, carácter e remuneração. O segundo passo do processo, crucial ao candidato, é o apoio psicológico para o incentivar a superar o despedimento e a certar por um novo emprego e/ou carreira. Posteriormente, o candidato participa num seminário de transição de carreira, onde é transmitida a metodologia orientada para os resultados. Nesta fase, são fornecidas as ferramentas para a pesquisa de novas oportunidades, incluindo o acesso a meios informáticos e a canais de acesso para a realização de candidaturas a empresas em fase de recrutamento, bem como a disponibilização de recursos para criação de uma empresa. O processo de recolocação termina quando é realizado um contrato de trabalho por conta de outrém ou a criação de empresa própria. Paralelamente, o profissional adquire a mais-valia de aprofundar o conhecimento das metodologias e ferramentas que, no futuro, o apoiarão na definição do projecto que idealiza para o futuro.

Para a empresa, a adopção da política “amiga dos trabalhadores” oferece várias vantagens. Ao possibilitar a participação em programas de Outplacement, a empresa assume-se como humana, preocupada e atenta, atestando aos colaboradores uma política de recursos humanos transparente. Paralelamente, esta postura apoia a criação e a comprovação da identidade empresarial junto dos seus públicos, transmitindo uma imagem sólida de profissionalismo, transparência e humanidade. Assim, o Outplacement torna-se uma ferramenta de comunicação e de gestão, bem como um investimento na estratégia social e de imagem da empresa, apresentando-a como “empregador de referência”.

Os EUA são um dos países onde o Outplacement está mais desenvolvido e é usado de modo constante: 80% das “Fortune 500” utilizam-no na gestão da mobilidade. Na Bélgica, os  quadros acima dos 45 anos e envolvidos num lay-off têm acesso legal ao Outplacement. Em França, o quadro legal impõe que as empresas sujeitas a lay-off parcial ou total criem uma forma local de “reengenharia social” de emprego, com recurso a esta ferramenta.

Em Portugal, foram as empresas multinacionais a utilizar o Outplacement, numa fase inicial. Hoje, são variadas as empresas consideradas “empregadoras de referência” a defender que seguem este modelo. Entre os sectores que recorrem a este serviço, encontram-se a banca, seguradoras, empresas de auditoria e/ou de consultadoria, farmacêuticas, ramo automóvel, electromecânica e TI’s, por exigirem uma maior mobilidade.

A médio/longo prazo, existe uma tendência tímida, mas consistente, de retoma dos índices macroeconómicos, o que implica a previsão a adaptação ao futuro apesar da fase de redução de custos e de downsizing. Neste contexto, prevalecerão as empresas com maiores e melhores capacidades de recrutamento visto que, passada a crise económica, as empresas com uma política de responsabilidade social mais intrínseca serão reconhecidas pelo seu valor humano, pela sustentada competição empresarial e pela elevada adaptação ao mercado.




Yves Turquin
Managing Director
Transitar
Lee Hecht Harrison Global Partner
Rua Castilho nº39- 13 A 1250-068 Lisboa
Tel: +351 21 381 26 30 Fax: +351 21 386 08 50
www.lhh.com


  
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